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MST em Limeira

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) aumentou há pouco o seu contingente em Limeira. Seus objetivos parecem justos e grande parte da população é simpática a este movimento. Esta simpatia, entretanto, só pode ser devida à falta de informação, pois muito pouco é divulgado sobre a atuação nacional do MST. O colunista Ipojuca Pontes, escritor e ex-Secretário Nacional da Cultura, escreveu o seguinte esta semana para o website Mídia Sem Máscara:

“No dia 4 de março cerca de 900 militantes profissionalizados do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e Via Campesina destruíram a Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul, ocasião em que a reincidente ‘campesina’ Irma Maria Ostrosky, de foice na mão, tentou degolar o coronel Lauro Binsfield, da Brigada do Rio Grande do Sul. O coronel, para não morrer, defendeu o pescoço com um dos braços que, rasgado em suas carnes, levou sutura de 20 pontos.”

Este é apenas um dos muitos exemplos da crueldade sem limites deste falacioso movimento social. É preciso conhecer a verdade sobre o MST para não advogar a favor de criminosos, por ignorância de seus crimes, pois apenas a verdade nos fará livres da injustiça.

Pelo fim dos abusos litúrgicos

Tradução da entrevista de Mons. Albert Malcolm Ranjith Patabendige, secretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos:

Agência Petrus: A liberação do rito tridentino determinada por Bento XVI surgiu como um justo remédio a tantos abusos litúrgicos tristemente registrados depois do Concílio Vaticano II com o ‘Novus Ordo’…

Mons. Ranjith: “Veja, eu não quero criticar o ‘Novus Ordo’. Mas, me vem de rir quando ouço dizer, até por amigos, que numa paróquia um sacerdote é Santo pela sua homilia, ou como fala. A Santa Missa é sacrifício, dom, mistério, independentemente do sacerdote que a celebra. É importante, melhor, fundamental, que o sacerdote se coloque de lado: o protagonista da Missa é Cristo. Não entendo, portanto, celebrações eucarísticas transformadas em espetáculo com danças, músicas ou aplausos, como muito freqüentemente ocorre com o ‘Novus Ordo’”

Agência Petrus: Monsenhor Patabendige, a Sua Congregação muitas vezes já denunciou estes abusos litúrgicos…

Mons. Ranjith: “Verdade. Há muitos documentos nessa linha que, infelizmente, ficaram letra morta, terminando em gavetas poeirentas, ou, pior ainda, no cesto de lixo.”

Agência Petrus: Um outro ponto: muitas vezes se ouve homilias longuíssimas…

Mons. Ranjith: “Também isto é um abuso. Sou contra danças e aplausos no decorrer das missas, que não são um circo nem um estádio. Em relação às homilias, estas devem se referir, como salientou o Papa, exclusivamente ao aspecto catequético, evitando sociologismos e falatórios inúteis. Por exemplo, é comum sacerdotes tocarem na política porque não prepararam bem a homilia que, pelo contrário, deve ser escrupulosamente estudada. Uma homilia excessivamente longa é sinônimo de pouca preparação: o tempo ideal de uma pregação deve ser de 10 minutos, no máximo 15. Deve-se lembrar que o momento culminante da celebração é o mistério Eucarístico, sem com isto querer diminuir a liturgia da Palavra, mas salientar como deve ser aplicada uma correta liturgia.”

Marcelo Gleiser fala sobre a verdade

Impressionante o poder de síntese deste Marcelo Gleiser (Carderno Ciência, Folha de São Paulo, 17/06/2007, grifo meu):

“Podemos especular sobre quantas dimensões espaciais existem, mas a realidade é uma só. […] A idéia de que existem dimensões extras […] tem um apelo que vai além do científico.”

Em apenas três linhas ele desmentiu toda a moderna horda de estúpidos metidos a cientistas:

  1. afirmando o que a ciência é: uma estabilização provisória de conhecimentos especulativos sobre a natureza; consequentemente, a ciência é meio, e não fim.
  2. admitindo que a verdade é única apesar das especulações; consequentemente, a verdade é também imutável, caso contrário não haveria progresso na ciência, isto é, uma maior aproximação da verdade, mas apenas uma corrida para acompanhar as
    mudanças.
  3. admitindo o caráter contingente da natureza, isto é, a existência de algo além do natural, o sobrenatural, especialmente realçado pela hipótese das múltiplas dimensões.

Fantástico! Exceto pela confusão que ele faz entre percepção e sistematização:

“Como se certificar de que nossa percepção da realidade não é enganosa? […] Tudo depende de perspectiva e da precisão dos nossos instrumentos de medida.”

A percepção pode ser parcial mas não enganosa. Podemos não perceber o todo em um dado momento, assim como nem todos tem a capacidade de entender corretamente as próprias percepções. Entretanto, se a percepção fosse enganosa em si, no sentido de nos revelar alguma coisa falsa, não haveria progresso na ciência, pois quanto mais estudássemos mais seríamos enganados por nossas percepções, e jamais caminharíamos em direção à verdade.
O fato de perceber parcialmente, e não completamente, não gera sistemas falsos: gera sistemas provisórios que são substituídos à medida em que aprofunda-se o conhecimento do assunto.

Comunistas comedores de criancinhas?

Causava-me medo ouvir, na infância, que os comunistas comiam criancinhas. Mais tarde, na adolescência, sentia raiva dos capitalistas burgueses que chegavam ao cúmulo da baixeza inventando uma mentira tão absurda para causar medo do comunismo nos pobres e oprimidos trabalhadores.

Felizmente hoje já não sou mais tão cego assim, e qual não foi a minha surpresa ao descobrir que a frase acima não é mentirosa e deveria causar pavor e não apenas medo!

A origem desta frase é o genocídio conhecido como “Holodomor”, cometido por Stálin na Ucrânia, de 1932 a 1933, contra os camponeses que não aceitavam a imposição do regime comunista. A seguinte descrição é do artigo “El hambre como arma política” (Jonathan Wilde, tradução minha):

“O efeito foi a fome, massiva e prolongada. Morreram milhões de pessoas, simplesmente porque não tinham o que comer. O aspecto característico das crianças era esquelético e com o abdômen inchado. Conta-se que as mães abandonavam seus filhos nos vagões dos trens que iam às grandes cidades com a esperança de que alguém poderia cuidar melhor deles. Desafortunadamente, as cidades estavam inundadas de miséria e fome. Os ucranianos passaram a comer folhas, cães, gatos, ratos, pássaros e rãs. Quando isto não era mais suficiente, passaram ao canibalismo. Escreveu-se que ‘o canibalismo era tão comum, que o governo imprimiu cartazes que diziam: comer a seus próprios filhos é um ato de barbárie’ (Stephane Courtois, Livro Negro do Comunismo)”.

E como desgraça pouca para comunista é bobagem, o capítulo “A maior fome da história (1959-1961)”, do mesmo Livro Negro do Comunismo, conta o que Mao Tse Tung ofereceu ao povo chinês:

“E, como no Henan, os casos de canibalismo são numerosos (63 reconhecidos oficialmente), em especial através de ‘associações’ onde as pessoas trocam seus filhos pelos dos outros, para os comerem.

Assim, o regime comunista destruiu algo muito mais importante que a economia dos países em que desgraçadamente foi implantado: destruiu a alma desses povos. Marx, ao induzir os povos a abandonarem a religião, chamando-a mentirosamente de “ópio do povo”, não os jogou para o ateísmo, mas para o mais cruel satanismo. Fato previsível, pois o próprio Marx era um satanista.

Portanto, ninguém seja tão vil de afirmar que os comunistas não são comedores de criancinhas!

Inscrição de uma antiga Catedral

Numa antiga Catedral de Lübeck, Alemanha, encontra-se gravada a seguinte inscrição:

Chamais-me Mestre, e não me obedeceis;
Chamais-me Luz, e não me vedes;
Chamais-me Caminho, e não me percorreis;
Chamais-me Vida, e não palpitas com Meu Coração;
Chamais-me Sábio, e não me escutais;
Chamais-me Adorável, e não me adorais;
Chamais-me Providência, e não me pedis;
Chamais-me Eterno, e não me procurais;
Chamais-me Misericordioso, e não confias em Mim;
Chamais-me Senhor, e não me servis;
Chamais-me Todo-Poderoso, e não me receais;
Chamais-me Justo, e não vos justificais;

Se Eu vos condenar, não me culpeis, só a vós culpai!

Fonte: Veritatis Splendor.

O Papa Bento XVI e Clóvis Rossi

Ao sr. Clóvis Rossi, jornalista da Folha de São Paulo.

A respeito do artigo “O papa e a fuga do mundo” de 15/5/2007.

Impossível não notar o afável relacionamento que o sr. conserva com o sr. Fernando de Barros e Silva quando escreve que ele “melhora a qualidade deste espaço [as opiniões da F. de S.P.] ao ocupá-lo às segundas-feiras”.

Mais impossível é não se espantar pela sua mudança de comportamento quando o sr. se diz católico (“como faremos os católicos para viver no mundo?”) mas escreve que “o papa empurra os fiéis para o vazio”, atacando assim o posicionamento da Igreja, o qual foi apenas repetido e não inventado pelo Papa Bento XVI.

Que espécie de católico ataca a Igreja e elogia outro que também o faz? Estranho católico é o sr., não é mesmo sr. Clóvis Rossi? A julgar pelo que escreve, o sr. não é católico nem nas pontas dos dedos das mãos, usados para digitar este lamentável artigo!

Entretanto, tentarei analisar as demais confusões feitas em seu artigo, ignorando esta primeira confusão que o sr. faz ao pensar que é católico, sem o ser de fato.

Veja que tremenda confusão o sr. faz ao escrever que “não dá para o católico viver de costas para o mundo em que está imerso” como pretensa conclusão à “condenação ecumênica no domingo a capitalismo e comunismo” do Papa Bento XVI.

Ora, o comunismo não foi condenado por Bento XVI mas por Pio XI com a encíclia “Divini Redemptoris”, quando o sumo pontífice proclamou magnificamente que “o comunismo é intrinsecamente perverso”.

O capitalismo foi condenado, como muito bem lembraste, por S.S. Leão XIII com a encíclia “Rerum Novarum”. Mas, será que o sr. a leu? Tenho dúvidas, sérias dúvidas… Pois, o que sempre foi condenado é justamente o que hoje os pseudo sociólogos, intelectuais e bobos em geral arrogam para si como análise moderna: o uso de um sistema econômico como fim em si mesmo, sem limites morais, sem compromisso com a justiça e a verdade; o enriquecimento sem medida e os efeitos desastrosos e inevitáveis que esse tipo de sistema causa.

“Ficaremos nas igrejas rezando à espera de que surja um novo Messias e nos aponte o caminho?” pergunta o sr., se fazendo de ingênuo. E depois tenta jogar a mesma pseudo ingenuidade nos cristãos e no Papa, ora veja só, quando escreve: “imaginar que apenas um comportamento individual -cristão e impecável- resolve os problemas é cair na ingenuidade de outra fala do papa”.

Que espécie de católico acredita em outro Messias além do Filho unigênito de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo? Ora, o sr. pode ser qualquer coisa, menos católico… Pois nenhum católico que se preze desconhece o seguinte mandato de Cristo: “buscai primeiro o reino de Deus [ou seja, a salvação da sua própria alma] e a sua justiça [ou seja, a observância dos mandamentos da lei divina], e tudo o mais vos será dado por acréscimo”. Se o sr. não acredita nisso, como pode dizer que faz parte da Igreja que Cristo fundou sobre sua palavra e sobre São Pedro?

“Alguém acredita realmente que basta fazer essa peroração aos traficantes para que eles abandonem o tráfico e demais atividades criminosas que estão a ele inexoravelmente associadas?” pergunta novamente o ingênuo Clóvis Rossi. E conclui: “Não me parece francamente uma atitude cristã pedir que os cidadãos dêem de ombros ao ver toda a colossal violência que assola não só o Brasil, para esperar que Deus exija ‘satisfações’ dos criminosos.”

O sr. devia estar numa crise de criatividade ou então com um preguiça imensa para não querer pensar em nada decente para escrever, e escreveu então a primeira besteira que veio à sua cabeça.

É claro que o Papa não mandou ninguém cruzar os braços. Tente provar isso se puder. O Papa, isto sim, chamou a atenção daqueles que se envolveram com o tráfico para o fato de que suas almas perder-se-ão eternamente no inferno caso não mudem de vida. Isso é pouco? Para um católico, não! Ah, esqueci: o sr. apenas “pensa” que é católico… De qualquer forma, o juízo final não substitui a justa punição que cabe aos traficantes neste mundo; muito pelo contrário: esta é a suma punição!, que será aplicada com ou sem as punições deste mundo.

Enfim, o que conhece o sr. da doutrina moral cristã? A julgar pelo que escreve, nada! E então por que se aventura a escrever sobre assunto do qual não tem a mínima idéia? Para seguir o mainstream?, e assim roubar um pouco da glória devida ao próprio Papa? Sim, pois atacando o Papa, roubas um pouco da atenção devida a ele, não é mesmo?

“Fugir do mundo real é cômodo, mas não o modifica”. É mesmo? Então por que não paras de fugir do mundo real e estudas algo da moral católica antes de escrever baboseiras sem ter a menor noção do que faz? Quem foge do mundo é o sr., que não entende nada de catolicismo e não faz o menor esforço para entender, ao menos para poder ser justo com seus leitores.

Passar bem.

Comunhão na mão … do sacerdote!

Os fiéis foram proibidos de receberem a Santa Hóstia nas mãos pelo Papa Santo Eutiquiano (275-283 a.D.), e o VI Concílio Ecumênico, em Constantinopla (680-681 a.D.) ameaçou os transgressores com a pena de excomunhão.

A comunhão deve ser recebida de joelhos, é claro, pois é o próprio Filho de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade! Você acha pouco?

As citações a seguir corroboram, inquestionavelmente, as posturas anteriores:

“Por reverência a este sacramento [a Santa Eucaristia] nada o toca a não ser o que é consagrado; por isso o corporal e o cálice são consagrados e, da mesma forma, as mãos dos sacerdotes para tocar este sacramento.” (S. Tomás de Aquino, Summa Theologiae III, q. 82, art. 3, ad. 8)

“Na comunhão sacramental sempre foi costume na Igreja de Deus receberem os leigos a comunhão das mãos do sacerdote, e os sacerdotes darem-na a si próprios, quando celebram [cân. 10]. Com razão e justiça se deve conservar este costume como proveniente da Tradição apostólica.” (Concílio de Trento, Sessão XIII, 11-10-1551 a.D., Decreto sobre a Santíssima Eucaristia, cap. 8)

“Este método [na língua] deve ser mantido.” (Papa Paulo VI, Carta Apostólica Memoriale Domini)

“Tocar as espécies sagradas e distribuí-las com suas próprias mãos é um privilégio dos ordenados [sacerdotes].” (Papa João Paulo II, Dominicae Cenae, n. 11)

“Não é permitido que os próprios fiéis peguem o pão consagrado e o cálice sagrado, menos ainda que eles os passem uns para os outros.” (Papa João Paulo II, Inaestimabile Donum, n. 9)